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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ESTEREÓTIPOS DA BELEZA E DA IDENTIDADE.


O belo na contemporaneidade é um mundo criado e cobrado através dos padrões impostos pela sociedade e principalmente pela mídia.
Já não se sabe se é o homem que faz a moda ou a moda faz o sujeito, o excesso de padronização é uma ameaça à identidade.
A preocupação com a figura, muitas vezes influenciado pelos modelos midiáticos de padrão de beleza, leva  a busca pela correção, que muitas vezes corrigido perde sua identidade, esquecem-se que a beleza também está nas imperfeições, o diferencial é o que faz a beleza.
Porque não fazer da cultura sua moda, e da moda sua tradição?
Nada melhor que...                                    
Vesti-se de sonho;
Maquiar-se de verdades;
Perfumar-se de alegria;
Cobrir-se da joia mais rara que é a bondade;
Usar o melhor creme anti rugas que é o sorriso.
Essas são belezas primordiais que acabam se tornando secundárias. A busca do padrão perfeito torna rotineiramente pessoas vazias, sem identidade própria, carcaças formadas pelos modelos midiáticos, tornando-se estereótipos prontos.


É preciso ter coragem para resistir à tentação de não nos deixarmos capturar pelas formas prontas para vestir, formas dominantes, homogêneas, serializadas, reprodutíveis. (  É preciso ousar para não sair apenas recauchutando a subjetividade, o que significaria apenas ir reacomodando tudo no mesmo lugar.” (Maffesoli p.47)

Sejam bem vindos!!!


Este espaço foi criado para a disciplina de Inter-relações:Filosofia, Educação e Arte, do curso de Pós graduação em Espaços e Possibilidades para a Educação Continuada-(IFSul).

Espero através dele mostrar um pouco das relações e um pouco do “momento na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a refletir” (FOUCAULT, 1985).

 

 Mensagem:

Esta mensagem mostra muito da minha identidade. 


  Escolhendo a simplicidade...


Simplificar a vida não significa renunciar a tudo que conquistamos.
Ser simples vai muito além das questões materiais. É um estado de espírito, um jeito de ser que carregamos no íntimo.
Simplificar a vida é aprender a ser feliz com pouca coisa e dar mais valor aos nossos desejos essenciais.
É ter uma vida exterior comedida, sem exageros e uma vida interior rica de valores elevados.
É aprender a concentrar nossos esforços e dedicar o tempo e os ganhos financeiros no que realmente tem valor para cada um de nós, pois, muitas vezes, mantemos o foco em detalhes sem importância.
Aprendemos que qualidade de vida tem a ver com um padrão econômico elevado.
Porém, ter um alto poder aquisitivo, muitas vezes leva as pessoas a um consumismo exagerado, onde passam a buscar a felicidade nos objetos e, com isso, se afastam do que realmente traz qualidade para a vida.
Não precisamos desempenhar papéis que a sociedade nos impõe e nem buscar sempre consumir o que existe de melhor.
Os excessos de toda ordem, sejam eles de consumo, de alimentação, de trabalho e outras tarefas, nos fazem perder a leveza e complicam o nosso dia a dia.
Qualidade de vida é viver de forma equilibrada, valorizando o que realmente importa para cada um de nós.
Estamos desaprendendo que ter menos, por vezes, é mais do que suficiente.
Podemos não ter a melhor casa, mas ela pode ser um lar acolhedor, que nos dá segurança e tranquilidade.
Podemos não ter o melhor emprego, mas com ele temos alegrias.
Podemos não ter ao nosso lado os melhores companheiros, mas são os que nos compreendem e nos fazem felizes -(Porém eu tenho os melhores).
Talvez já não tenhamos o corpo perfeito, por não ser mais tão jovem e trazer as marcas do tempo, mas é esse corpo que nos serve à caminhada terrena e conta belas histórias de uma vida.
Valorizar cada conquista é escolher ser #SIMPLES.
Luz, paz e amor!!! 

                                 Baseado em trecho do livro A arte de ser leve, de Leila Ferreira, ed. Globo.Em 29.11.2012.