“(...) Não sou mais eu mesmo como antes, fui arrebatado em
um devir outro, levado para além de meus territórios existenciais familiares” (Guattari,1992).
O que pensar dessa frase? Somos
quem somos? Somos quem gostaríamos de ser? ou somos o que a sociedade quer
que sejamos ?
Dos clichês padronizados ao qual vivemos sempre ingressamos
no rebanho das ” Maria vai com as outras”.
A pressão por seguir padrões “modísticos”
é muito grande, que muitas vezes nos obriga a manter identidades que ficam
fechadas dentro de nós mesmas.
A vida nos obriga muitas vezes a vestir
máscaras que a sociedade impõe, é como se preferíssemos seguir o que está
imposto a renunciar o que já acostumamos.
E preferimos!!??
Transformar, evoluir, inovar, é tudo
muito difícil, desarrumar o que parece estar em ordem é desconcertante, mas desarrumar
o cotidiano é preciso, vivemos em constante evolução e para acompanhar tudo que
está a nossa volta é preciso sim tirar de ordem, contra atacar medos, buscar a
essencial mais profunda do seu EU interior e pessoal.
E às vezes pensar como Guattari, se faz necessário ,“(...)
Não sou mais eu mesmo como antes, fui arrebatado em um devir outro, levado para
além de meus territórios existenciais familiares”.
Reflita.
“(...) Cada vez que nos recusamos
de viver as tempestades, ou as pequenas fissuras de nosso cotidiano, empurramos
para o lado as inúmeras percepções e sensações que poderiam servir de
matéria-prima em nosso viver. Acabamos nos endurecendo e correndo o risco de
nos sentirmos quebrados e com as raízes arrancadas pela violência dos
acontecimentos.”
Fragmentos do livro Pontos de
fuga: visão, tato e outros pedaços de Eliana Schueler Reis.


