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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

DESARRUMANDO O COTIDIANO.


 

“(...) Não sou mais eu mesmo como antes, fui arrebatado em um devir outro, levado para além de meus territórios existenciais familiares” (Guattari,1992).

O que pensar dessa frase? Somos quem somos? Somos quem gostaríamos de ser? ou somos o que a sociedade quer que sejamos ?
           Dos clichês padronizados ao qual vivemos sempre ingressamos no rebanho das ” Maria vai com as outras”.
A pressão por seguir padrões “modísticos” é muito grande, que muitas vezes nos obriga a manter identidades que ficam fechadas dentro de nós mesmas.
 A vida nos obriga muitas vezes a vestir máscaras que a sociedade impõe, é como se preferíssemos seguir o que está imposto a renunciar o que já acostumamos.
E preferimos!!??

Transformar, evoluir, inovar, é tudo muito difícil, desarrumar o que parece estar em ordem é desconcertante, mas desarrumar o cotidiano é preciso, vivemos em constante evolução e para acompanhar tudo que está a nossa volta é preciso sim tirar de ordem, contra atacar medos, buscar a essencial mais profunda do seu EU interior e pessoal.
E às vezes pensar como Guattari, se faz necessário ,“(...) Não sou mais eu mesmo como antes, fui arrebatado em um devir outro, levado para além de meus territórios existenciais familiares”.

Reflita.

“(...) Cada vez que nos recusamos de viver as tempestades, ou as pequenas fissuras de nosso cotidiano, empurramos para o lado as inúmeras percepções e sensações que poderiam servir de matéria-prima em nosso viver. Acabamos nos endurecendo e correndo o risco de nos sentirmos quebrados e com as raízes arrancadas pela violência dos acontecimentos.”

Fragmentos do livro Pontos de fuga: visão, tato e outros pedaços de Eliana  Schueler Reis.


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