O belo na contemporaneidade é um mundo criado e
cobrado através dos padrões impostos pela sociedade e principalmente pela
mídia.
Já não se sabe se é o homem que faz a moda ou a
moda faz o sujeito, o excesso de padronização é uma ameaça à identidade.
A preocupação com a figura, muitas vezes
influenciado pelos modelos midiáticos de padrão de beleza, leva a busca
pela correção, que muitas vezes corrigido perde sua identidade, esquecem-se que
a beleza também está nas imperfeições, o diferencial é o que faz a beleza.
Porque não fazer da cultura sua moda, e da moda
sua tradição?
Nada
melhor
que...
Vesti-se de sonho;
Maquiar-se de verdades;
Perfumar-se de alegria;
Cobrir-se da joia mais rara que é a bondade;
Usar o melhor creme anti rugas que é o sorriso.
Essas são belezas primordiais que acabam se
tornando secundárias. A busca do padrão perfeito torna rotineiramente pessoas
vazias, sem identidade própria, carcaças formadas pelos modelos midiáticos,
tornando-se estereótipos prontos.
“É preciso ter coragem para resistir à tentação de não nos deixarmos
capturar pelas formas prontas para vestir, formas dominantes, homogêneas, serializadas,
reprodutíveis. ( É preciso ousar para
não sair apenas recauchutando a subjetividade, o que significaria apenas ir
reacomodando tudo no mesmo lugar.” (Maffesoli p.47)

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